Associação de games divulga relatório sobre mercado no Rio Grande do Sul

A Associação de Desenvolvedores de Jogos Digitais do Rio Grande do Sul – ADjogosRS, entidade gestora do Arranjo Produtivo Local de Jogos Digitais do Estado do RS – APL Games RS, completa três anos neste ano e divulga dados sobre o cenário das empresas associadas no mercado de games do Rio Grande do Sul (dados compilados de 2013 a 2015). O estado é pioneiro na produção de games no Brasil, estando em segundo lugar, depois de São Paulo.

 Conforme levantamento, o faturamento das empresas em 2015 foi de R$ 6,5 milhões, um crescimento de 103% em relação a 2013, ano de fundação Associação. O aumento ocorreu devido ao crescimento da produção de jogos de prestação de serviço e propriedade intelectual (jogos próprios). Em 2013, 80% das empresas dedicavam a sua produção a prestações de serviços e somente 20% a propriedade intelectual. Em 2015, esses índices foram de 41,55% de prestação de serviço e 58.45% de propriedade intelectual. Foram 77 jogos produzidos no ano pelas 30 empresas associadas, um crescimento de 130% em relação a 2013, que teve 33 jogos.

Ivan Sendin Silveira, diretor executivo da ADjogosRS, destaca essa mudança de comportamento. “As empresas estão fazendo a escolha de investir maior o seu tempo e dinheiro na sua propriedade intelectual. Um dos fatores se deve ao crescimento na maturidade das empresas em conseguirem planejar a gestão dos investimentos de Prestação de Serviços e gerarem lucros para investimento nos games próprios”. Conforme Carlos Idiart, Presidente da ADjogosRS “o aumento do dólar também impactou positivamente para as empresas desenvolvedoras na venda de seus jogos. Já que os jogos são voltados para venda no exterior”, explica.

O bom momento do mercado é refletido na participação das empresas em programas internacionais. Oito empresas gaúchas associadas fazem parte do Programa de Incubação da Sony ou da Microsoft e duas das quatro empresas que foram para o GameFounders, maior programa de aceleração de Startups de Games do mundo, também são do RS. O sucesso dos jogos com o público consumidor também é ouro indicador. São exemplos de jogos desenvolvidos por empresas gaúchas que tiveram bom desempenho em 2015: Toren (50 mil downloads – PC e Console); Starlit (5 Milhões de downloads – Mobile); Letra de Ouro (500 mil usuários no Facebook) e Horizon Chase. Todos esses jogos tiveram investimento próprio e já obtiveram retorno gerando lucro para as empresas investirem em novos produtos.

Em relação ao perfil das empresas desenvolvedoras de games do RS, a ADjogosRS identificou a existência de 80 empresas, sendo 30 associadas a entidade. São empresas jovens e pequenas, com tempo de vida entre 1 a 8 anos, e média de 2 a 6 profissionais, oriundas, em sua maioria, de Porto Alegre e Região Metropolitana, além de Pelotas, Gramado e Santa Maria.  Com uma média de 10 jogos desenvolvidos por ano em diferentes plataformas, a maior parte das empresas desenvolve para mobile (Android e IOS), seguidos por PC, consoles e web.

As empresas que responderam a pesquisa da ADjogosRS geram 350 empregos, sendo 55% de profissionais fixos e 45% de freelances. Destes empregos gerados, 180 profissionais atuam diretamente com o desenvolvimento de games e 84% deles possuem graduação ou pós-graduação, sendo 40% com formação especifica em jogos digitais. Os clientes que as empresas da associação trabalham se expandem para outras regiões do país como SP; PE; DF; RJ; SC; AM; MT; PR e internacionalmente em países como Estados Unidos, Finlândia e Áustria.