Associação de jogos digitais gaúcha sob nova direção – 2019

Associação de Desenvolvedores de Jogos Digitais do Rio Grande do Sul – A ADJogosRS, realizou em dezembro a eleição que determina sua nova gestão, nomeando Everton Baumgarten Vieira, da empresa Izyplay, como presidente e Orlando Fonseca Jr, CEO da empresa Imgnation, como vice-presidente. Com a iniciação de um novo ciclo de gestão, a associação estará apostando em um dos principais pilares de sua estruturação para solidificar o mercado de games gaúcho

“A principal meta da ADJogosRs este ano está relacionada a capacitação, onde o foco é providenciar acesso fácil a cursos de qualidade para os associados. Serão ao todo 15 cursos durante o ano de 2019, abordando assuntos que vão desde o técnico avançado a gestão empresarial. O processo também abrange mentorias com profissionais de renome mundial.”

– destaca Everton Vieira, atual presidente da ADJogosRS e diretor de criação e sócio fundador da Izyplay Game Studio.

“Fomentar a maturidade nas empresas, transformar jogos feitos por amor em realmente produtos que gerem retorno financeiro e experiência para elas! Com nossas parcerias em capacitação de produto, mercado e participação em grandes eventos podem gerar isso.”

– reforça Ivan Sendin, atual Diretor Executivo e Financeiro da associação.

O processo eleitoral nomeou como conselheiros o Guilherme Pinto Gonçalves, Cofundador da Hermit Crab, Daniel Merkel, diretor criativo da empresa South Box Studio e Eduardo Saffer Medvedovski da empresa Canvas Mobile Game, mantendo Ivan Sendin Silveira, sócio- fundador da empresa Epopeia, como Diretor Executivo e Financeiro.

“Como Presidente, uma das minhas principais ações é elevar o nível técnico das empresas, trazendo junto uma melhor visão de mercado de jogos”

– defende Everton Vieira, atual presidente da associação de desenvolvedores gaúcha.

 

Diretoria ADJogos 2019

Everton Baumgarten Vieira
Presidente

Orlando Fonseca Jr.
Vice-presidente

Ivan Sendin Silveira
Diretor Executivo e Financeiro

 

Guilherme Pinto Gonçalves, Daniel Merkel e Eduardo Saffer Medvedovski
Conselheiros

 

 

Redatores: Sthéfany Leão e Mau Salamon

A E3 como piada dela mesma

 

A E3 tem como papel surpreender, criar expectativas e superá-las. Alimentar o público carente de novos jogos e jornalistas necessitados de hype para vender. Sinceramente, qual a última E3 que tivemos algo parecido com isto? Eu também não lembro…

Este ano tivemos uma das melhores conferências da Microsoft dos últimos anos, pelo simples motivo de ouvirem seu público e apresentarem jogos. Pode parecer redundante, mas nos últimos anos vimos muito mais tecnologias inovadoras e funções que pouco interessavam ao público que só pedia GAMES! Sua nova plataforma, chamada Xbox One X, demonstrou ser apenas um upgrade de hardware desnecessário, que apenas dá suporte à geração 4K e “diminui os loadings”. E assim como ano passado, a Microsoft joga a toalha de exclusivos, lançando seus jogos para o PC simultaneamente.

Na conferência da Sony, sofremos um gelo deles, com pouca interação e poucos títulos cativantes. Tivemos God of War, Shadow of Colossus, Uncharted, Life is strange, e em alguns momentos me perguntei em que ano estávamos, pois os títulos continuam o mesmo. Faltaram videos de gameplay de The Last of Us 2 e Red Dead Redemption 2, que o público aguardava. E, quem diria, o jogo que mais me agradou foi o Homem Aranha da Sony, mostrando um gameplay fluido como suas teias. Tivemos uma grande biblioteca de títulos VR, porém sem o destaque dos anos anteriores. Deixou transparecer que o apelo forte está em títulos AAA e que o máximo que teremos em VR será um simulador de pesca de Final Fantasy XV.

A Nintendo, após anos ignorando a E3  e lançando Nintendo Directs com suas novidades, decidiu se redimir. O primeiro momento foi quando Shigeru Miyamoto subiu no palco da Ubisoft, apresentando um jogo em que une forças com os Rabbids trazendo uma mistura de X-Com e Disgaea. Não bastando esta participação, a Nintendo apresentou uma conferência concisa, visando seu novo videogame Switch e trazendo títulos como Yoshi, Kirby, Mario e Metroid (após anos no limbo).

E os indies? Aonde estão? Sabemos que o mercado Indie cresce ano após ano, mas ao público da E3 não interessa isto. Queremos um show pirotécnico daqueles de deixar Michael Bay abismado; e foi isto que tivemos na primeira e memorável conferência da Devolver Digital. Seus jogos foram apresentados entre momentos de deboche da própria E3, que vão desde trejeitos e frases sempre utilizados, falsidade e seu apelo emocional para arrancar dinheiro do público. Foi ao mesmo tempo a mais real e surreal de toda a E3.

A E3 já possui a fama de “Aqui serão apresentados jogos que vocês não jogarão nos próximos anos”, com o custo enorme de projetos AAA e o tempo necessário para uma boa produção, nos próximos anos veremos gameplays dos mesmo títulos, com pouca empolgação e nenhuma surpresa. Ou alguém ainda acredita que Kingdom Hearts 3 e Final Fantasy VII remake serão lançados em breve?

A cada ano a E3 me surpreende menos, por apresentar sempre o mesmo espetáculo. Temos hoje o maior momento gamer do ano como uma sombra de E3 passadas, e como vimos pela Devolver, todos sabem disto.

 

 

OBS: Esta coluna não representa a opinião da ADJOGOS, e sim a do autor da postagem.